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terça-feira, 23 de junho de 2009

Divagação

Ao observarmos a imensidão negra do céu à noite vemos nada mais nada menos do que pálidos reflexos do fogo de titânicas constelações muitas delas extintas há milênios.

Ao observarmos o espelho...

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O que você vê?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sobre o Universo

O Universo é grande. Grande mesmo. Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesuradamente inconcebivelmente estonteantemente grande.
[Guia do Mochileiro das Galáxias]

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Matriculei-me em uma aula de Introdução à Astronomia no começo desse semestre.

Para aqueles que não sabem, eu faço faculdade de História.

Pois bem, o quê diabos Astronomia tem a ver com História?

Nada, de fato.

Mas fez-me pensar sobre algumas questões pseudo-filosóficas e, como sou uma pessoa que adora compartilhar seus pensamentos pseudo-filosóficos, compartilhá-los-ei com vocês — ou com aqueles que tiverem a santa paciência de ler.

Enfim.

Estou a fim de escrever sobre o Universo.

Não sei se você sabe, mas ele é grande. Muito grande. Desmesurada, inconcebível e estonteantemente grande.

Para se ter uma idéia, os astrônomos dignos desse título conhecem menos de 30% da totalidade da massa do Universo.

Cerca de 4% dessa massa, de acordo com eles, é composta pela junção de todas as galáxias conhecidas, enquanto 23% é composta do que eles chamam de “Matéria Escura”, uma “coisa” que não se sabe exatamente o que é mas que se sabe que existe porque causa uma certa distorção quando um objeto é observado através dela.
Os outros 73% ninguém faz a mínima idéia do quê diabos pode ser, apesar de alguns acreditarem ser um tipo de “Energia Escura” que meio que serviria para fazer a ligação entre todas as coisas do Universo.

Ou seja, de toda a alucinante totalidade do Universo só se conhece realmente 4% do que existe por aí, uma vez que os outros 23% são “alguma coisa que eu sei que tá ali porque faz com que a galáxia ali atrás fique distorcida, mas, ah!, que pena, não sei o quê diabos ela é” e o resto é um tipo de “energia escura” que ligaria todas as coisas mas, “ah!, que pena de novo, não fazemos a mínima idéia do quê cargas d’água isso pode ser”.

De fato, há muito mais coisas até mesmo no próprio céu do que pode supor a nossa vã filosofia.

O que seriam essas tais “Matérias Escuras”?
O que seria essa tal “Energia Escura”?
Será que um dia chegaremos a compreender do que elas são compostas, para que servem, o que fazem?

É claro que com o decorrer da evolução humana conseguimos conhecer cada vez mais o céu, os planetas, as galáxias; com o passar do tempo conseguimos compreender cada vez mais esse gigante misterioso que nos cerca.

Entretanto, eu não consigo imaginar que um dia chegaremos à ciência de tudo o que existe por aí afora.

Acho que talvez possamos chegar ao nível de compreensão avançada de toda a nossa galáxia ou quem sabe até da nossa vizinha Andrômeda.

Mas, o Universo inteiro?

Ah, cara.

Na minha concepção a total compreensão do Universo está completamente fora dos padrões humanos de conhecimento.

Isso porque, em primeiro lugar, esses padrões estariam vinculados ao que eu — e o Guia do Mochileiro das Galáxias — chamaria de “filtro”, que serviria para impossibilitar que nossos cérebros se rebelassem e saíssem derretidos pelas nossas orelhas a fim de beber uma xícara de café ao tomarem consciência do quão ínfimos nós somos em relação a este Universo tão desmesurada, inconcebível e estonteantemente grande.

Depois, eu não sei nem se estaríamos preparados para conhecer a totalidade da Vida, do Universo e Tudo o Mais.

E se não fosse nada do que estávamos esperando?
E se fosse justamente o que estávamos esperando?
E se tudo se resumisse a um grande pedaço de abóbora moranga?

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Acho que existem coisas que devem permanecer quietas debaixo do tapete até o dia da grande faxina.
Seria ela em 2012?

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“Júpiter and Saturn, Oberon, Miranda and Titanium. Neptune, Titan; stars can frighten..."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Religião Beû-deh-råa: Deuses e Culto

Início
Beû-deh-råa é uma religião politeísta que prega pelo princípio do Carpe Diem, ou Hakuna Matata. Formulada racionalmente pouco antes da Idade Média pelo filósofo Bottkho Bähr, na Europa Setentrional, espalhou-se por todo o mundo nos séculos XIX e XX e hoje é encontrada em todos os cinco continentes conhecidos.
Bähr afirmava ter recebido um chamado divino de Bhrëdjah, a Grande Deusa de Älkholl, durante um transe que lhe foi por ela mandado em uma taverna da região. Em seu pedido, instruía-o a pregar a Beû-deh-råa como religião de fraternidade, amor, confraternização e diversão.
Bähr levou seu chamado muito a sério, dedicando sua vida à pesquisa dos conceitos beû-deh-råasi e à arrecadação de fiéis para cultuar seus deuses.
Morreu cedo, porém, de alguma doença desconhecida no fígado.

Deuses
Beû-dheh-råa conta com um panteão divino muito diversificado:
Bhrëdjah, a Grande Deusa, o princípio de tudo, muito cultuada no Brasil;
Wynnhö, o Grande Deus, que em alguns lugares é tão ou mais poderoso que Bhrëdjah;
Uyhskyii, deus do poder, do dinheiro e das coisas materiais, muito invocado pela alta aristocracia;
Rwuhn, deus dos Mares, especialmente cultuado pelos antigos piratas;
Phyng-aäh, deusa da agricultura e das coisas simples, muito popular entre as classes menos favorecidas economicamente;
Wvodhkcå, deusa do inverno e da neve, cultuada principalmente na Rússia;
Âbbsy-nntoh, deus do submundo, altamente poderoso e inflamável, apreciado por alguns e temido por muitos; entre outros.

Cultos
Os cultos de Beû-dheh-råa acontecem em templos especializados chamados Bährs ou Bottkhos, cujos nomes são em homenagem justamente ao filósofo e Primo Sacerdote beû-deh-råasi Bottkho Bähr.
A freqüência dos cultos depende muito da devoção do fiel, podendo ser de uma a cinco vezes por semana, ou mais, geralmente às sextas e sábados.
Durante esses cultos os fiéis seguidores de Bhrëdjah, reunidos nos Bähr, purificam suas almas ingerindo o Líquido Sagrado da Vida, Cërrvhe-jâh, que, na medida certa, torna-os capazes de se comunicar com a Grande Deusa. É então que ela os inspira com as Idéias Divinas e o próprio Bähr manda-lhes suas concepções filosóficas, proporcionando a diversão pretendida por Bhrëdjah e alto conhecimento.
É proibido terminantemente a utilização de automóveis após os cultos.
Os seguidores dos outros deuses também utilizam Poções próprias para a comunicação divina, mas não foi encontrado nenhum registro oficial sobre.
Geralmente todos os fiéis beû-deh-råasi cultuam a todos os deuses do panteão, divergindo apenas no fato de se identificarem mais com determinados deuses em determinadas épocas.

"No cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra sonora de um disco voador"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Sobre Deus, pelo Velho Eremita da Montanha Azul Logo Após O Bosque Dos Gnomos Cor-de-abóbora

Deus?
Ora, certamente já está na hora de um novo deus tomar o poder.
Claro, nada mais normal!
É assim desde sempre, não é?
Um deus assumindo no lugar do outro, eu quero dizer.
Ciclo natural do Universo, todo mundo sabe disso.
O problema seria se tentassem recolocar um antigo no poder; aí, sim, as coisas poderiam ser bastante catastróficas, você não acha?
Porque os deuses antigos seguramente estão mortos.
Ou quase mortos.
Ou esquecidos, o que dá no mesmo.
Que tal uma partida de bolinhas de gude?
...

Uma coisa é você acreditar em algum deus. Outra, é ele acreditar em você.

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