*Batidas na porta*
- Inspiração? Você tá aí?
- Não tô, não.
- Ahh, Inspiração, vem cá falar comigo!
- Já disse que não tô.
- Mas você tá me respondendo!
- Não tô, não. Isso é uma gravação.
*Alguns minutos e uma xícara de café depois*
- Inspiraçã-ão?!!
Iu-hu?!!
Cadê você-êê!?
Vem cá com a titia, vem?
Hum, hum?
- Patético - diz a Inspiração, saindo de sua Toca.
- Inspiração?
Oi!
Resolveu sair pra conversar comigo?
Inspiração?
Foge não, Inspiração!
Volta aqui, eu preciso de você!
Inspiração!
INSPIRAÇÃÃÃÃÃÃO!!??
*Silêncio*
Droga.
Ela fugiu, de novo.
...
"Faz parte do meu show"
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
"Isso"
Não.
Não queria falar sobre isso.
Mas ia falar sobre o quê, se não sobre isso?
Hum, pensando bem, há muitas coisas sobre as quais eu poderia falar.
Sim, como, por exemplo, o porquê das joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estarem sumindo ou a maneira pela qual os alienígenas pretendem invadir a Terra.
Mas o fato é que não sei ao certo o porquê das joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estarem sumindo nem a maneira pela qual os alienígenas pretendem invadir a Terra.
Dizem as más línguas que as joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estão sumindo porque estão em extinção e os alienígenas vão nos matar quando invadirem a Terra.
Dizem as boas línguas que as joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estão sumindo porque estão em extinção e os alienígenas vão nos ajudar quando invadirem a Terra.
Diz a minha língua que ninguém sabe a verdade, na verdade, de verdade.
Então, de que adianta falar sobre alguma coisa sobre a qual ninguém sabe?
Bem... sendo assim, imagino que devo abster-me de escrever sobre qualquer assunto.
Inclusive sobre isso.
...
"An I forget jus why I taste/ Oh, yeah, I guess it makes me smile"...
Não queria falar sobre isso.
Mas ia falar sobre o quê, se não sobre isso?
Hum, pensando bem, há muitas coisas sobre as quais eu poderia falar.
Sim, como, por exemplo, o porquê das joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estarem sumindo ou a maneira pela qual os alienígenas pretendem invadir a Terra.
Mas o fato é que não sei ao certo o porquê das joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estarem sumindo nem a maneira pela qual os alienígenas pretendem invadir a Terra.
Dizem as más línguas que as joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estão sumindo porque estão em extinção e os alienígenas vão nos matar quando invadirem a Terra.
Dizem as boas línguas que as joaninhas vermelhas com bolinhas pretas estão sumindo porque estão em extinção e os alienígenas vão nos ajudar quando invadirem a Terra.
Diz a minha língua que ninguém sabe a verdade, na verdade, de verdade.
Então, de que adianta falar sobre alguma coisa sobre a qual ninguém sabe?
Bem... sendo assim, imagino que devo abster-me de escrever sobre qualquer assunto.
Inclusive sobre isso.
...
"An I forget jus why I taste/ Oh, yeah, I guess it makes me smile"...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Os Gambás com Trouxas Coloridas III - Le Grand Finale
Gambás.
Trouxas coloridas.
Rum?
0000Acordei em um estabelecimento nauseantemente rosa, com plumas salmão, paetês prateados e sedas coloridas.
0000- Ah, bom dia, Bela Adormecida! - disse Dalton, o gambá gênio-incompreendido - Dormiu bem?
0000- Você tá falando sério? - perguntei, esfregando a cabeça - Que tipo de pessoa leva outra por livre e espontânea obrigação - com o auxílio de uma marreta, diga-se de passagem - para um lugar xis...
0000- Gambás.
0000- Ah.
0000Olhei em volta. Nunca antes havia imaginado que gambás pudessem viver em locais tão "simpatizantes" quanto aquele.
0000- Pois bem. Agora que faz parte de nossa tripulação - disse Dalton - creio que devo informar-lhe o motivo de encontrar-se aqui.
0000- Sim, eu... tripulação?
0000- Você tem a honra de ser a primeira humana a embarcar no glorioso Didelphis Ship, o mais terrível, mais veloz...
0000- E único - interrompeu um esquilo de moicano e tapa-olho rosa pink saindo de trás de um barril coberto com lantejoulas.
0000- ...navio pirata animal da atualidade - terminou Dalton e, virando-se para o esquilo, continuou - Ovídio! Não enche! Nem didelphídeo você é. Ponha-se no seu lugar e lembre-se de que só está aqui porque eu gostava da sua mãe.
0000- Bah, grande coisa. Odeio tudo isso.
0000Ah, sim, agora tudo começava a fazer sentido. Eu estava num navio animal gay com um gambá metido a intelectual e um esquilo rebelde que falava português. Sim, nada mais natural. Águas de São Pedro não é uma cidade perdida no meio do mato caipira, não, de jeito nenhum! É uma cidade praiana. E gambás têm navios. Navios gays. E, como eu não sabia disso?, todos eles falam português.
0000- Hã... desculpe a intromissão, mas... - comecei - é... achei que só o Dalton soubesse falar português.
0000- Pfffff! - riu-se o esquilo Ovídio - Ele é o único gambá que sabe. Gambás são burros. Não são como os esquilos. Esquilos são beeeeem mais inteligentes. E falam português fluentemente. Até gíria eu sei, tá ligada?
0000- Tô. Ligadérrima...
0000- Aaaara, chega de blá blá blá inútil. Ainda não contei para nossa convidada o porquê de sua presença - e, apanhando uma garrafa de rum de dentro de um armário florido, continuou - Aceita uma bebida?
0000- Nem precisa perguntar - respondi, agarrando a garrafa das garrinhas dele e virando uns três goles - E aí?
0000- No princípio, não havia nada. Então Deus disse: "Faça-se a luz!", e a luz se fez. Então...
0000- Francamente, Daltô! - interrompeu outra vez Ovídio - Vamos fazer uma versão compacta, aí, sim? Se não ela vai precisar do teu estoque inteiro de rum.
0000- Bah! Tá certo. Então, é o seguinte: Minha família, aqueles simpáticos gambás que você já conheceu...
0000- Simpaticíssimos!
0000- ...moraram a vida inteira no Grande Palácio Luminoso Do Capitão Do Didelphis Ship...
0000- O forro da casa da minha avó.
0000- ...e tinham uma vida saudável e feliz por lá, até que, numa noite terrível, o Malvado Ser De Óculos e Bengala...
0000- Meu avô?
0000- ...criou o Escabroso Ruído Fritador de Mentes Gambíticas...
0000- Aquele aparelhinho elétrico para espantar ratos?
0000- ...fazendo com que todos eles encafifassem que precisavam chegar até Paris e se tornarem mini-cheffs da cozinha francesa do Mestre Gusteau.
0000- !!!
0000- Por conta disso, armaram-se com as Trouxas Coloridas da Sabedoria - elemento indispensável para qualquer gambá que necessite de ajuda espiritual - e saíram mundo afora, totalmente perdidos e bitolados com a situação.
0000- Eu disse que gambás eram burros - comentou Ovídio.
0000- A sorte deles foi que, no momento em que estavam se preparando para tal empreitada, eu, enquanto bebia rum recostado no meu sofá de pelúcia pink, tive a estranha sensação de que precisava consultar minha Trouxa Colorida da Sabedoria. Ela, então, avisou-me o que eles pretendiam, e eu, como todo bom Irmão Que Sustenta a Família deveria fazer, vim em seu auxílio.
0000- Huuum, sei - eu disse, bebendo outros três goles de rum - E eu estou aqui porque...
0000- Bem, acontece que você nos viu indo em busca Daquilo Que Os Gambás Mais Querem...
0000- A parada do Mini Cheff na França? - perguntei - Mas isso não era por conta do aparelhinho contra ratos, digo, do Ruído Fazedor de Ovas-Fritas?
0000- Sim, sim. Mas independente disto, era o que Os Gambás Mais Queriam no momento, então o Código precisa ser aplicado - respondeu Dalton, pegando sua Trouxa Colorida - E é Escabroso Ruído Fritador de Mentes Gambíticas.
0000- Ok. E o código diz...?
0000- Que devemos... - começou ele, retirando uma faca gigantesca de dentro da trouxa.
0000Aimeudeusiagoraelevaimematarqueporraeufaçoprasairdessapelamordezeus?!
0000- ... lhe ofecer um pedaço de pizza de calabreza - terminou, puxando também uma pizza enorme de dentro da trouxa e fatiando os pedaços com a faca.
0000- Ah, sim, hê! hê! hê! - suspirei, virando o resto do rum que havia na minha garrafa - Obrigada, eu...
0000- Essa não! Vem comigo! - gritou o esquilo que chamava Ovídio, subindo por uma escada luminosa.
0000- Hã? Por quê? É só uma pizza de calabreza...
0000- VEM!!!!!
0000Diante de tão grande desespero, subi correndo a escada em seu encalço, deixando para trás um Dalton atônito e seus pedaços de pizza de calabreza cheios de muzzarela.
0000Ao chegar no patamar superior, percebi que o navio cor-de-rosa no qual eu estava encontrava-se ancorado na represa de Águas - para os que não estão familiarizados com aquele fim de mundo, uma pequena porção de água cercada de mato por todos os lados - e Ovídio lutava com cordas amarelas para baixar na água um pequeno bote pintado com as cores do arco-íris.
0000- É... Ovídio, o quê...
0000- Depois eu explico! Me ajuda aqui! Vai logo!
0000Juntos, baixamos o bote na água e remamos rapidamente até a borda, ouvindo ao longe os gritos desapontados de Dalton.
0000- Ahhh! Volta!!! São só pedaços de pizza!!! Volta!!! VOLTAAAAAAA!!!!
0000- E então? - perguntei, enquanto corríamos ladeira acima - Por quê... arre! Pára um pouco, minhas costelas estão doendo!
0000- Tudo bem - disse ele, parando e me encarando com uma expressão terrível- Você nunca, NUNCA deve aceitar um pedaço de pizza de calabreza de um gambá. NUNCA, entendeu? Principalmente se ele for pirata!!!
0000- Ah! Nossa, eu não sabia! Por quê?
0000- Eu não sei - continou ele, voltando a caminhar - ninguém nunca aceitou, não é mesmo?
0000- ...
0000- Vamos embora.
0000E então voltei para casa de vovó, em companhia de Ovídio, O Esquilo Rebelde. Nunca mais ouvi falar dos gambás, principalmente de Dalton, o Gambá Intelectual Capitão do Navio Gambá Gay. Quanto ao Ovídio, bem, o sonho dele sempre fora ser maestro de uma sinfonia húngara, então no dia seguinte ele se foi, em companhia de uma borboleta russa, buscar a fama nas estradas.
0000E eu, bem, eu voltei a dormir. Que mais poderia fazer?
FIM!
xD
"Yo-ho! Yo-ho! A pirate´s life for me!"
Trouxas coloridas.
Rum?
0000Acordei em um estabelecimento nauseantemente rosa, com plumas salmão, paetês prateados e sedas coloridas.
0000- Ah, bom dia, Bela Adormecida! - disse Dalton, o gambá gênio-incompreendido - Dormiu bem?
0000- Você tá falando sério? - perguntei, esfregando a cabeça - Que tipo de pessoa leva outra por livre e espontânea obrigação - com o auxílio de uma marreta, diga-se de passagem - para um lugar xis...
0000- Gambás.
0000- Ah.
0000Olhei em volta. Nunca antes havia imaginado que gambás pudessem viver em locais tão "simpatizantes" quanto aquele.
0000- Pois bem. Agora que faz parte de nossa tripulação - disse Dalton - creio que devo informar-lhe o motivo de encontrar-se aqui.
0000- Sim, eu... tripulação?
0000- Você tem a honra de ser a primeira humana a embarcar no glorioso Didelphis Ship, o mais terrível, mais veloz...
0000- E único - interrompeu um esquilo de moicano e tapa-olho rosa pink saindo de trás de um barril coberto com lantejoulas.
0000- ...navio pirata animal da atualidade - terminou Dalton e, virando-se para o esquilo, continuou - Ovídio! Não enche! Nem didelphídeo você é. Ponha-se no seu lugar e lembre-se de que só está aqui porque eu gostava da sua mãe.
0000- Bah, grande coisa. Odeio tudo isso.
0000Ah, sim, agora tudo começava a fazer sentido. Eu estava num navio animal gay com um gambá metido a intelectual e um esquilo rebelde que falava português. Sim, nada mais natural. Águas de São Pedro não é uma cidade perdida no meio do mato caipira, não, de jeito nenhum! É uma cidade praiana. E gambás têm navios. Navios gays. E, como eu não sabia disso?, todos eles falam português.
0000- Hã... desculpe a intromissão, mas... - comecei - é... achei que só o Dalton soubesse falar português.
0000- Pfffff! - riu-se o esquilo Ovídio - Ele é o único gambá que sabe. Gambás são burros. Não são como os esquilos. Esquilos são beeeeem mais inteligentes. E falam português fluentemente. Até gíria eu sei, tá ligada?
0000- Tô. Ligadérrima...
0000- Aaaara, chega de blá blá blá inútil. Ainda não contei para nossa convidada o porquê de sua presença - e, apanhando uma garrafa de rum de dentro de um armário florido, continuou - Aceita uma bebida?
0000- Nem precisa perguntar - respondi, agarrando a garrafa das garrinhas dele e virando uns três goles - E aí?
0000- No princípio, não havia nada. Então Deus disse: "Faça-se a luz!", e a luz se fez. Então...
0000- Francamente, Daltô! - interrompeu outra vez Ovídio - Vamos fazer uma versão compacta, aí, sim? Se não ela vai precisar do teu estoque inteiro de rum.
0000- Bah! Tá certo. Então, é o seguinte: Minha família, aqueles simpáticos gambás que você já conheceu...
0000- Simpaticíssimos!
0000- ...moraram a vida inteira no Grande Palácio Luminoso Do Capitão Do Didelphis Ship...
0000- O forro da casa da minha avó.
0000- ...e tinham uma vida saudável e feliz por lá, até que, numa noite terrível, o Malvado Ser De Óculos e Bengala...
0000- Meu avô?
0000- ...criou o Escabroso Ruído Fritador de Mentes Gambíticas...
0000- Aquele aparelhinho elétrico para espantar ratos?
0000- ...fazendo com que todos eles encafifassem que precisavam chegar até Paris e se tornarem mini-cheffs da cozinha francesa do Mestre Gusteau.
0000- !!!
0000- Por conta disso, armaram-se com as Trouxas Coloridas da Sabedoria - elemento indispensável para qualquer gambá que necessite de ajuda espiritual - e saíram mundo afora, totalmente perdidos e bitolados com a situação.
0000- Eu disse que gambás eram burros - comentou Ovídio.
0000- A sorte deles foi que, no momento em que estavam se preparando para tal empreitada, eu, enquanto bebia rum recostado no meu sofá de pelúcia pink, tive a estranha sensação de que precisava consultar minha Trouxa Colorida da Sabedoria. Ela, então, avisou-me o que eles pretendiam, e eu, como todo bom Irmão Que Sustenta a Família deveria fazer, vim em seu auxílio.
0000- Huuum, sei - eu disse, bebendo outros três goles de rum - E eu estou aqui porque...
0000- Bem, acontece que você nos viu indo em busca Daquilo Que Os Gambás Mais Querem...
0000- A parada do Mini Cheff na França? - perguntei - Mas isso não era por conta do aparelhinho contra ratos, digo, do Ruído Fazedor de Ovas-Fritas?
0000- Sim, sim. Mas independente disto, era o que Os Gambás Mais Queriam no momento, então o Código precisa ser aplicado - respondeu Dalton, pegando sua Trouxa Colorida - E é Escabroso Ruído Fritador de Mentes Gambíticas.
0000- Ok. E o código diz...?
0000- Que devemos... - começou ele, retirando uma faca gigantesca de dentro da trouxa.
0000Aimeudeusiagoraelevaimematarqueporraeufaçoprasairdessapelamordezeus?!
0000- ... lhe ofecer um pedaço de pizza de calabreza - terminou, puxando também uma pizza enorme de dentro da trouxa e fatiando os pedaços com a faca.
0000- Ah, sim, hê! hê! hê! - suspirei, virando o resto do rum que havia na minha garrafa - Obrigada, eu...
0000- Essa não! Vem comigo! - gritou o esquilo que chamava Ovídio, subindo por uma escada luminosa.
0000- Hã? Por quê? É só uma pizza de calabreza...
0000- VEM!!!!!
0000Diante de tão grande desespero, subi correndo a escada em seu encalço, deixando para trás um Dalton atônito e seus pedaços de pizza de calabreza cheios de muzzarela.
0000Ao chegar no patamar superior, percebi que o navio cor-de-rosa no qual eu estava encontrava-se ancorado na represa de Águas - para os que não estão familiarizados com aquele fim de mundo, uma pequena porção de água cercada de mato por todos os lados - e Ovídio lutava com cordas amarelas para baixar na água um pequeno bote pintado com as cores do arco-íris.
0000- É... Ovídio, o quê...
0000- Depois eu explico! Me ajuda aqui! Vai logo!
0000Juntos, baixamos o bote na água e remamos rapidamente até a borda, ouvindo ao longe os gritos desapontados de Dalton.
0000- Ahhh! Volta!!! São só pedaços de pizza!!! Volta!!! VOLTAAAAAAA!!!!
0000- E então? - perguntei, enquanto corríamos ladeira acima - Por quê... arre! Pára um pouco, minhas costelas estão doendo!
0000- Tudo bem - disse ele, parando e me encarando com uma expressão terrível- Você nunca, NUNCA deve aceitar um pedaço de pizza de calabreza de um gambá. NUNCA, entendeu? Principalmente se ele for pirata!!!
0000- Ah! Nossa, eu não sabia! Por quê?
0000- Eu não sei - continou ele, voltando a caminhar - ninguém nunca aceitou, não é mesmo?
0000- ...
0000- Vamos embora.
0000E então voltei para casa de vovó, em companhia de Ovídio, O Esquilo Rebelde. Nunca mais ouvi falar dos gambás, principalmente de Dalton, o Gambá Intelectual Capitão do Navio Gambá Gay. Quanto ao Ovídio, bem, o sonho dele sempre fora ser maestro de uma sinfonia húngara, então no dia seguinte ele se foi, em companhia de uma borboleta russa, buscar a fama nas estradas.
0000E eu, bem, eu voltei a dormir. Que mais poderia fazer?
FIM!
xD
"Yo-ho! Yo-ho! A pirate´s life for me!"
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Os Gambás com Trouxas Coloridas II
Gambá, segundo a Wikipédia, vem de "guámbá, o ventre aberto, a barriga oca por causa da bolsa onde cria os filhos (- in Silveira Bueno - Vocabulário Tupi-Guarani/Português). É o nome popular dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos, pertencentes ao gênero Didelphis, que habitam do sul do Canadá à Argentina e são onívoros."
Sim, é claro.
Mas e as trouxas coloridas?
0000Lá estava eu, então, como aqueles que leram o post anterior devem saber, encarando nada menos do que sete gambás enormes, com focinhos finos e narizes cor-de-rosa.
0000Ligeiramente intrigada pelo fato de estarem aqueles peculiares gambás portando trouxinhas coloridas, decidi, após pensar intensamente no assunto por alguns instantes, que aquilo não me importava e que a coisa mais sensata a se fazer era entrar no quarto o mais rápido possível e me trancar lá dentro, deixando que os gambás fizessem em paz seja lá o que gambás com trouxas coloridas fazem na calada da noite.
0000Mas não fui rápida o bastante. No momento em que tomava minha sensata decisão e esticava a perna para adentrar o quarto uma daquelas (não tão) simpáticas criaturinhas saltou à minha frente, empinou-se nas patas traseiras e falou:
0000- Crrrr gggrrrmm huhh shh gggggggwhmrrrrrrrrr!!!
0000Ah, ótimo. Maldita hora em que resolvi cabular as aulas de gambês para beber cerveja.
0000- Eu – disse, apontando para mim mesma – não – falei, abanando a cabeça – entendo você – apontei finalmente para o bicho de pé à minha frente.
0000- Gworrrc chrrrrzp gmrrrrrrrhk! – disse outro gambá, que possuía marcas escuras parecidas com o aro de um óculos redondo ao redor dos olhos, rosnando para o primeiro – Desculpe meu irmão. Você deve falar português, certo? – continuou o marsupial, olhando para mim.
0000- É... é. – balbuciei, sem saber o que mais dizer.
0000Obviamente existem gambás que falam português. Completamente normal, totalmente natural, não é mesmo; não entre em pânico, Karol, NÃO ENTRE EM PÂNICO, PORRA!!!
0000- Sim, é claro. Bem, como você deve saber, gambás geralmente não falam língua humana nenhuma, mas eu, como você também deve ter percebido, sou um caso excepcional de inteligência gambística. Possuo um poder de assimilação raríssimo na espécie, o que deveria propiciar-me o devido respeito e admiração, porque, modéstia à parte, sou único, não é mesmo?, mas, infelizmente, meu dom não é reconhecido no meio devido à falta de comunicação entre humanos e animais, visto que os primeiros não se importam com ninguém além deles mesmos, não é verdade?
0000- Ah... é...
0000- Enfim, sem mais enrolação, preciso dizer-lhe que você deve vir conosco.
0000- Quê?!
0000Puta-que-o-pariu!!! Não entre em pânico o caralho!!! E agora?
0000- Então, senhor gambá...
0000- Meu nome é Dalton.
0000Dalton?!?
0000- Então, senhor Dalton, receio que não vou poder acompanhá-los, uma vez que...
0000- Não, não foi um convite. Foi uma intimação. – Dalton virou-se para os outros e continuou – Gwrrrrshzzz gwoogczczcz ksksksksks!
0000Vi sete gambás nada amigáveis aproximando-se rapidamente de mim e, antes que pudesse esboçar qualquer reação, não vi mais nada.
(Continua!!)
"Todo o dia a isônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito"
Sim, é claro.
Mas e as trouxas coloridas?
0000Lá estava eu, então, como aqueles que leram o post anterior devem saber, encarando nada menos do que sete gambás enormes, com focinhos finos e narizes cor-de-rosa.
0000Ligeiramente intrigada pelo fato de estarem aqueles peculiares gambás portando trouxinhas coloridas, decidi, após pensar intensamente no assunto por alguns instantes, que aquilo não me importava e que a coisa mais sensata a se fazer era entrar no quarto o mais rápido possível e me trancar lá dentro, deixando que os gambás fizessem em paz seja lá o que gambás com trouxas coloridas fazem na calada da noite.
0000Mas não fui rápida o bastante. No momento em que tomava minha sensata decisão e esticava a perna para adentrar o quarto uma daquelas (não tão) simpáticas criaturinhas saltou à minha frente, empinou-se nas patas traseiras e falou:
0000- Crrrr gggrrrmm huhh shh gggggggwhmrrrrrrrrr!!!
0000Ah, ótimo. Maldita hora em que resolvi cabular as aulas de gambês para beber cerveja.
0000- Eu – disse, apontando para mim mesma – não – falei, abanando a cabeça – entendo você – apontei finalmente para o bicho de pé à minha frente.
0000- Gworrrc chrrrrzp gmrrrrrrrhk! – disse outro gambá, que possuía marcas escuras parecidas com o aro de um óculos redondo ao redor dos olhos, rosnando para o primeiro – Desculpe meu irmão. Você deve falar português, certo? – continuou o marsupial, olhando para mim.
0000- É... é. – balbuciei, sem saber o que mais dizer.
0000Obviamente existem gambás que falam português. Completamente normal, totalmente natural, não é mesmo; não entre em pânico, Karol, NÃO ENTRE EM PÂNICO, PORRA!!!
0000- Sim, é claro. Bem, como você deve saber, gambás geralmente não falam língua humana nenhuma, mas eu, como você também deve ter percebido, sou um caso excepcional de inteligência gambística. Possuo um poder de assimilação raríssimo na espécie, o que deveria propiciar-me o devido respeito e admiração, porque, modéstia à parte, sou único, não é mesmo?, mas, infelizmente, meu dom não é reconhecido no meio devido à falta de comunicação entre humanos e animais, visto que os primeiros não se importam com ninguém além deles mesmos, não é verdade?
0000- Ah... é...
0000- Enfim, sem mais enrolação, preciso dizer-lhe que você deve vir conosco.
0000- Quê?!
0000Puta-que-o-pariu!!! Não entre em pânico o caralho!!! E agora?
0000- Então, senhor gambá...
0000- Meu nome é Dalton.
0000Dalton?!?
0000- Então, senhor Dalton, receio que não vou poder acompanhá-los, uma vez que...
0000- Não, não foi um convite. Foi uma intimação. – Dalton virou-se para os outros e continuou – Gwrrrrshzzz gwoogczczcz ksksksksks!
0000Vi sete gambás nada amigáveis aproximando-se rapidamente de mim e, antes que pudesse esboçar qualquer reação, não vi mais nada.
(Continua!!)
"Todo o dia a isônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito"
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Os Gambás com Trouxas Coloridas I
É, gambás podem ser simpáticos, quando querem.
E violentos também.
ooo Semana passada estive em casa de vovó, em St Piter's H2O.
ooo Era madrugada, a linda Lua cheia brilhava no céu, os alegres grilos cricilavam nas folhagens, os tediosos sapos coachavam nos brejos e os restos de uma fogueira improvisada queimava no jardim.
ooo Tudo perfeitamente normal, exceto, é claro, pela fogueira no jardim em pleno mês de Janeiro. Mas isso não vêm ao caso, a história não é sobre fogueiras rebeldes que insisem em arder nos jardins alheios em pleno verão, é sobre gambás. Sobre gambás e trouxas coloridas. E sobre mim, é claro.
ooo Pois bem. Situada neste cenário bucólico e quase perfeitamente normal estava esta que aqui vos escreve, preparando-se, em seu quarto no quintal - e neste ponto é imprescindível frisar que, ao estar superlotada a casa da minha avó com nossa "pequena" família, eu durmo num quarto que há nos fundos do quintal - para o que deveria ser uma reparadora noite de sono.
ooo Eis que, no exato momento em que mergulho na chamativa cama e ajeito-me sob os lençóis, um peculiar ruído de passos e rasgos ecoa pelo quarto.
ooo Tudo escuro à minha volta.
ooo O interruptor de luz distante.
ooo O som se aproximando.
ooo Prendendo a respiração, pessoa contida e racional que sou, pulei afobadamente da cama e acendi a luz, derrubando uma mesinha no trajeto.
ooo Nada.
ooo Olhei em volta, tudo exatamente igual eu havia deixado, inclusive a embalagem amassada do chocolate de menta que eu havia comido escondida para não dividir com ninguém.
ooo Mas o barulho continuava, e vinha do teto. Eram passos apressados, rasgos, gritinhos estridentes, bufos, unhas cavocando.
ooo - Ahh, devem ser gatos - pensei, um pouco aliviada, voltando a sentar-me na cama.
Inocentes gatinhos, ah, que coisa mais fofa, gatos brincando no telhado, à luz do luar; não é sempre que eu posso ouvir isso morando em São Paulo; como o interior é bom, pra passar uns tempos, porque morar aqui é definitivamente maçante; é claro, apesar de terem sido bons os anos em que eu...
ooo - Porra, esses gatos não se cansam? - pensei comigo mesma um tempo depois, tendo o barulho continuado - Tão pensando que meu telhado é motel, é? - armei-me com minha toalha de florzinha, estrategicamente pendurada atrás da porta para o caso de imprevistos como esse, abri-a estrondosamente (a porta, não a toalha. Toalhas não abrem estrondosamente. Pelo menos não as de florzinha. Elas abrem cantarolando cantigas populares armênias. Todo o mundo com um mínimo de inteligência sabe disso.) e gritei:
ooo - Xôôô! Saiam daí! Xispa! Xispa! Xis...
ooo Mas não eram gatos.
ooo Eram gambás.
ooo Sete gambás, para ser mais exata.
ooo Sete gambás enormes.
ooo Três na beira telhado e quatro no chão.
ooo Todos eles peludos, com focinhos finos e narizes cor-de-rosa.
ooo Todos eles segurando trouxas de pano colorido.
ooo E todos eles olhando para mim.
(Continua!)
***
"...eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e não posso ficar aí parado"
E violentos também.
ooo Semana passada estive em casa de vovó, em St Piter's H2O.
ooo Era madrugada, a linda Lua cheia brilhava no céu, os alegres grilos cricilavam nas folhagens, os tediosos sapos coachavam nos brejos e os restos de uma fogueira improvisada queimava no jardim.
ooo Tudo perfeitamente normal, exceto, é claro, pela fogueira no jardim em pleno mês de Janeiro. Mas isso não vêm ao caso, a história não é sobre fogueiras rebeldes que insisem em arder nos jardins alheios em pleno verão, é sobre gambás. Sobre gambás e trouxas coloridas. E sobre mim, é claro.
ooo Pois bem. Situada neste cenário bucólico e quase perfeitamente normal estava esta que aqui vos escreve, preparando-se, em seu quarto no quintal - e neste ponto é imprescindível frisar que, ao estar superlotada a casa da minha avó com nossa "pequena" família, eu durmo num quarto que há nos fundos do quintal - para o que deveria ser uma reparadora noite de sono.
ooo Eis que, no exato momento em que mergulho na chamativa cama e ajeito-me sob os lençóis, um peculiar ruído de passos e rasgos ecoa pelo quarto.
ooo Tudo escuro à minha volta.
ooo O interruptor de luz distante.
ooo O som se aproximando.
ooo Prendendo a respiração, pessoa contida e racional que sou, pulei afobadamente da cama e acendi a luz, derrubando uma mesinha no trajeto.
ooo Nada.
ooo Olhei em volta, tudo exatamente igual eu havia deixado, inclusive a embalagem amassada do chocolate de menta que eu havia comido escondida para não dividir com ninguém.
ooo Mas o barulho continuava, e vinha do teto. Eram passos apressados, rasgos, gritinhos estridentes, bufos, unhas cavocando.
ooo - Ahh, devem ser gatos - pensei, um pouco aliviada, voltando a sentar-me na cama.
Inocentes gatinhos, ah, que coisa mais fofa, gatos brincando no telhado, à luz do luar; não é sempre que eu posso ouvir isso morando em São Paulo; como o interior é bom, pra passar uns tempos, porque morar aqui é definitivamente maçante; é claro, apesar de terem sido bons os anos em que eu...
ooo - Porra, esses gatos não se cansam? - pensei comigo mesma um tempo depois, tendo o barulho continuado - Tão pensando que meu telhado é motel, é? - armei-me com minha toalha de florzinha, estrategicamente pendurada atrás da porta para o caso de imprevistos como esse, abri-a estrondosamente (a porta, não a toalha. Toalhas não abrem estrondosamente. Pelo menos não as de florzinha. Elas abrem cantarolando cantigas populares armênias. Todo o mundo com um mínimo de inteligência sabe disso.) e gritei:
ooo - Xôôô! Saiam daí! Xispa! Xispa! Xis...
ooo Mas não eram gatos.
ooo Eram gambás.
ooo Sete gambás, para ser mais exata.
ooo Sete gambás enormes.
ooo Três na beira telhado e quatro no chão.
ooo Todos eles peludos, com focinhos finos e narizes cor-de-rosa.
ooo Todos eles segurando trouxas de pano colorido.
ooo E todos eles olhando para mim.
(Continua!)
***
"...eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e não posso ficar aí parado"
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Baleiês
Mmmmmwoooooooooooooooh... mmmmwuuuuuuuuoh... uoh-uoooh... mwuoooooooooooooooooooooooooooooooooooh...
Muito orquês...
Uooooooooooooooooooooooooh uooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooh mmmmmmmmmuouououououoooooooooooooooooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhh...
Dordebarriguês?
UOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHH MMMWOOOOOOOOOH MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHHHHHH...
!!!
Muito orquês...
Uooooooooooooooooooooooooh uooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooh mmmmmmmmmuouououououoooooooooooooooooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhh...
Dordebarriguês?
UOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHH MMMWOOOOOOOOOH MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHHHHHH...
!!!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Blá blá blá
Acordei hoje com vontade de salvar o mundo.
...
Queria fazer algo grande.
...
Algo através do qual eu pudesse ser lembrada muito tempo depois.
...
Um feito heróico, digno de enredo de filme de ação.
...
Já reparou que não existem grandes heróis sem grandes vilões?
...
Vou salvar o mundo de mim mesma.
...
"Astronauta libertado, minha vida me ultrapassa em qualquer nota que eu faça"
...
Queria fazer algo grande.
...
Algo através do qual eu pudesse ser lembrada muito tempo depois.
...
Um feito heróico, digno de enredo de filme de ação.
...
Já reparou que não existem grandes heróis sem grandes vilões?
...
Vou salvar o mundo de mim mesma.
...
"Astronauta libertado, minha vida me ultrapassa em qualquer nota que eu faça"
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Religião Beû-deh-råa: Deuses e Culto
Início
Beû-deh-råa é uma religião politeísta que prega pelo princípio do Carpe Diem, ou Hakuna Matata. Formulada racionalmente pouco antes da Idade Média pelo filósofo Bottkho Bähr, na Europa Setentrional, espalhou-se por todo o mundo nos séculos XIX e XX e hoje é encontrada em todos os cinco continentes conhecidos.
Bähr afirmava ter recebido um chamado divino de Bhrëdjah, a Grande Deusa de Älkholl, durante um transe que lhe foi por ela mandado em uma taverna da região. Em seu pedido, instruía-o a pregar a Beû-deh-råa como religião de fraternidade, amor, confraternização e diversão.
Bähr levou seu chamado muito a sério, dedicando sua vida à pesquisa dos conceitos beû-deh-råasi e à arrecadação de fiéis para cultuar seus deuses.
Morreu cedo, porém, de alguma doença desconhecida no fígado.
Deuses
Beû-dheh-råa conta com um panteão divino muito diversificado:
Bhrëdjah, a Grande Deusa, o princípio de tudo, muito cultuada no Brasil;
Wynnhö, o Grande Deus, que em alguns lugares é tão ou mais poderoso que Bhrëdjah;
Uyhskyii, deus do poder, do dinheiro e das coisas materiais, muito invocado pela alta aristocracia;
Rwuhn, deus dos Mares, especialmente cultuado pelos antigos piratas;
Phyng-aäh, deusa da agricultura e das coisas simples, muito popular entre as classes menos favorecidas economicamente;
Wvodhkcå, deusa do inverno e da neve, cultuada principalmente na Rússia;
Âbbsy-nntoh, deus do submundo, altamente poderoso e inflamável, apreciado por alguns e temido por muitos; entre outros.
Cultos
Os cultos de Beû-dheh-råa acontecem em templos especializados chamados Bährs ou Bottkhos, cujos nomes são em homenagem justamente ao filósofo e Primo Sacerdote beû-deh-råasi Bottkho Bähr.
A freqüência dos cultos depende muito da devoção do fiel, podendo ser de uma a cinco vezes por semana, ou mais, geralmente às sextas e sábados.
Durante esses cultos os fiéis seguidores de Bhrëdjah, reunidos nos Bähr, purificam suas almas ingerindo o Líquido Sagrado da Vida, Cërrvhe-jâh, que, na medida certa, torna-os capazes de se comunicar com a Grande Deusa. É então que ela os inspira com as Idéias Divinas e o próprio Bähr manda-lhes suas concepções filosóficas, proporcionando a diversão pretendida por Bhrëdjah e alto conhecimento.
É proibido terminantemente a utilização de automóveis após os cultos.
Os seguidores dos outros deuses também utilizam Poções próprias para a comunicação divina, mas não foi encontrado nenhum registro oficial sobre.
Geralmente todos os fiéis beû-deh-råasi cultuam a todos os deuses do panteão, divergindo apenas no fato de se identificarem mais com determinados deuses em determinadas épocas.
"No cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra sonora de um disco voador"
Beû-deh-råa é uma religião politeísta que prega pelo princípio do Carpe Diem, ou Hakuna Matata. Formulada racionalmente pouco antes da Idade Média pelo filósofo Bottkho Bähr, na Europa Setentrional, espalhou-se por todo o mundo nos séculos XIX e XX e hoje é encontrada em todos os cinco continentes conhecidos.
Bähr afirmava ter recebido um chamado divino de Bhrëdjah, a Grande Deusa de Älkholl, durante um transe que lhe foi por ela mandado em uma taverna da região. Em seu pedido, instruía-o a pregar a Beû-deh-råa como religião de fraternidade, amor, confraternização e diversão.
Bähr levou seu chamado muito a sério, dedicando sua vida à pesquisa dos conceitos beû-deh-råasi e à arrecadação de fiéis para cultuar seus deuses.
Morreu cedo, porém, de alguma doença desconhecida no fígado.
Deuses
Beû-dheh-råa conta com um panteão divino muito diversificado:
Bhrëdjah, a Grande Deusa, o princípio de tudo, muito cultuada no Brasil;
Wynnhö, o Grande Deus, que em alguns lugares é tão ou mais poderoso que Bhrëdjah;
Uyhskyii, deus do poder, do dinheiro e das coisas materiais, muito invocado pela alta aristocracia;
Rwuhn, deus dos Mares, especialmente cultuado pelos antigos piratas;
Phyng-aäh, deusa da agricultura e das coisas simples, muito popular entre as classes menos favorecidas economicamente;
Wvodhkcå, deusa do inverno e da neve, cultuada principalmente na Rússia;
Âbbsy-nntoh, deus do submundo, altamente poderoso e inflamável, apreciado por alguns e temido por muitos; entre outros.
Cultos
Os cultos de Beû-dheh-råa acontecem em templos especializados chamados Bährs ou Bottkhos, cujos nomes são em homenagem justamente ao filósofo e Primo Sacerdote beû-deh-råasi Bottkho Bähr.
A freqüência dos cultos depende muito da devoção do fiel, podendo ser de uma a cinco vezes por semana, ou mais, geralmente às sextas e sábados.
Durante esses cultos os fiéis seguidores de Bhrëdjah, reunidos nos Bähr, purificam suas almas ingerindo o Líquido Sagrado da Vida, Cërrvhe-jâh, que, na medida certa, torna-os capazes de se comunicar com a Grande Deusa. É então que ela os inspira com as Idéias Divinas e o próprio Bähr manda-lhes suas concepções filosóficas, proporcionando a diversão pretendida por Bhrëdjah e alto conhecimento.
É proibido terminantemente a utilização de automóveis após os cultos.
Os seguidores dos outros deuses também utilizam Poções próprias para a comunicação divina, mas não foi encontrado nenhum registro oficial sobre.
Geralmente todos os fiéis beû-deh-råasi cultuam a todos os deuses do panteão, divergindo apenas no fato de se identificarem mais com determinados deuses em determinadas épocas.
"No cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra sonora de um disco voador"
Marcadores:
Filosofia de Bar,
religião,
teoria
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Sobre Deus, pelo Velho Eremita da Montanha Azul Logo Após O Bosque Dos Gnomos Cor-de-abóbora
Deus?
Ora, certamente já está na hora de um novo deus tomar o poder.
Claro, nada mais normal!
É assim desde sempre, não é?
Um deus assumindo no lugar do outro, eu quero dizer.
Ciclo natural do Universo, todo mundo sabe disso.
O problema seria se tentassem recolocar um antigo no poder; aí, sim, as coisas poderiam ser bastante catastróficas, você não acha?
Porque os deuses antigos seguramente estão mortos.
Ou quase mortos.
Ou esquecidos, o que dá no mesmo.
Que tal uma partida de bolinhas de gude?
...
Uma coisa é você acreditar em algum deus. Outra, é ele acreditar em você.
...
Ora, certamente já está na hora de um novo deus tomar o poder.
Claro, nada mais normal!
É assim desde sempre, não é?
Um deus assumindo no lugar do outro, eu quero dizer.
Ciclo natural do Universo, todo mundo sabe disso.
O problema seria se tentassem recolocar um antigo no poder; aí, sim, as coisas poderiam ser bastante catastróficas, você não acha?
Porque os deuses antigos seguramente estão mortos.
Ou quase mortos.
Ou esquecidos, o que dá no mesmo.
Que tal uma partida de bolinhas de gude?
...
Uma coisa é você acreditar em algum deus. Outra, é ele acreditar em você.
...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)